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Palocci deixa Lula com “batom na cueca”

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As contundentes declarações de Palocci (6/7/17), corroboradas desde logo em parte pelas delações e documentos apresentados pela Odebrecht, destroem a tese petista de perseguição política, jurídica ou das elites contra o ex-presidente Lula, que sem as vestais ideológicas se torna um ladrão comum como Temer, Aécio, Padilha, Cunha, Geddel, Sarney e tantos outros que deslustraram emporcalhadamente a Nova República.

O fim da omertà (lei do silêncio da máfia) chegou no PT. Ambos, Palocci e Lula, chegaram inclusive a “tramar” contra a Lava Jato (no estilo Jucá, Sarney e Renan, conforme o áudio de Sérgio Machado).

Depois de 514 anos (a 1ª delação é de agosto de 2014) os ladrões da poderosíssima cleptocracia brasileira (de esquerda, de centro e de direita) se desentenderam e abriram um parêntese na cultura do silêncio, da omertà e da cumplicidade.

É assim que estamos conhecendo em detalhes nossa segunda história, que revela “o jogo grande do poder” (como dizia o juiz Giovanni Falcone, assassinado pela máfia).

Todos os países possuem duas histórias: “a oficial, [em grande parte] mentirosa, que é ensinada nos livros e nas escolas, e a história secreta, onde se encontram as verdadeiras causas dos acontecimentos, uma história vergonhosa” (Honoré de Balzac).

Palocci é companheiro de Lula há mais de 30 anos. Suas revelações sobre as relações promíscuas (“pacto de sangue”) entre Lula e Emílio Odebrecht são estarrecedoras.

A Odebrecht pagou os favores recebidos de Lula e seu corrupto governo reformando o sítio de Atibaia, dando terreno para o Instituto Lula e fornecendo dinheiro vivo (via caixa 1 ou caixa 2). Assim funcionam não só o manda chuva petista como nosso capitalismo bandido (de amigos, de compadres).

As provas contra Lula, que até aqui eram indiciárias (interpretativas), estão ganhando a coloração de “batom na cueca” (provas inequívocas). É impressionante a coerência das declarações de Palocci com as delações da Odebrecht (e farta documentação apresentada).

O problema da Nova República é ético: absoluta falta de vergonha. Lula, apesar dos seus votos cativos serotonina (veja meu livro O jogo sujo da corrupção, cap. 14), está se transformando em carta fora do baralho de 2018.

Nós, do Movimento Quero Um Brasil Ético agradecemos essa profilaxia moral contra todos os corruptos (seja de que partido for). Nossa bandeira suprapartidária e “erga omnes” (“Fora Temer, Fora Lula, Fora Aécio, fora todos os corruptos”) reforça-se a cada dia.

Se a Justiça, em tempo, não fizer o expurgo dos indesejados, nós o faremos com o voto faxina. Que os corruptos estejam fora das eleições de 2018. É o mínimo que a decência espera.

A política emporcalhada (feita com “p” minúsculo) fez penetrar a sua imoralidade em todas as relações civis, de onde brotou a cultura da chantagem, do silêncio, da cumplicidade, que é fonte de todas as variedades do mal. Faxina em todos eles em 2018.

  • Valdir Augusto Neves

    Fora Temer, Fora Lula, Fora Aecio, Fora corruptos, infelizmente, é um bordão que essa discussão, inócua, de esquerda contra direita, ainda não se apercebeu.

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