Home Escola da vida - 1º Temporada Pílulas para a alma (12) A ignorância e a alegoria da caverna de Platão

Pílulas para a alma (12) A ignorância e a alegoria da caverna de Platão

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Luiz Flávio Gomes

A alegoria da caverna (A República, livro sétimo), do filósofo grego Platão (428/427 a.C. – 348/347 a.C), nos transmite uma mensagem importante sobre a educação e sua falta (a ignorância) e isso toca diretamente nossa alma. Trata-se de uma mensagem que pode ser utilizada na política, na economia, na política criminal etc. Ela nos ensina a forma pela qual podemos nos libertar da ignorância que nos aprisiona, que nos escraviza, que nos diminui. É por meio da luz da verdade, que deve ser buscada incessantemente, que conseguimos eliminar a escuridão da ignorância, ou seja, da falta de conhecimento, da incapacidade de se fazer bom uso da linguagem, da ausência da educação e da sabedoria. O filósofo austríaco (naturalizado britânico) Wittgenstein (1889-1951) dizia que “os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”. Nós só podemos ver aquilo que podemos conhecer e só podemos conhecer aquilo que nossa mente é capaz de representar de alguma maneira a partir da informação que nos chega pelos sentidos (Alonso Puig). Na alegoria da caverna de Platão as pessoas estão aprisionadas dentro de uma caverna (com correntes nos pescoços e nos pés) e só podem olhar numa única direção. Os humanos sem liberdade e sem conhecimento (que nascem dentro de uma caverna e ali crescem) só conhecem aquilo que a mente deles pode representar, a partir das informações captadas pelos seus sentidos. Essa escuridão (ignorância) só pode ser eliminada pela luz da verdade, que deve ser buscada fora da caverna. Avante!

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