Home Escola da vida - 1º Temporada Pílulas para a alma (6)

Pílulas para a alma (6)

2 min leitura
0
0
125

Luiz Flávio Gomes

 

“Saber que não se sabe, é humildade. Pensar que alguém sabe o que não sabe, é enfermidade” (Lao-Tsé). Há coisas que sabemos que sabemos (campo do conhecimento); há coisas que sabemos que não sabemos (Sócrates dizia: “Só sei que nada sei”) (esse é o campo da ignorância sabida); há coisas que não sabemos e achamos que sabemos (esse é o campo da ignorância ignorada); há coisas que não sabemos e que não queremos saber (campo da ignorância deliberada). A humildade nos exige reconhecer tudo que não sabemos. Quando admitimos que não sabemos algo, isso constitui estímulo para se conquistar novos conhecimentos. Admitir que não se sabe uma coisa é humildade e, além disso, abertura para o universo do saber. O que acha que sabe tudo, mostra-se satisfeito com o que sabe, ou seja, é um ignorante autossuficiente. A desgraça maior é que isso costuma ocorrer em faixas etárias intelectualmente muito férteis (entre os 20 e 30 anos). O humano que delibera ser um ignorante autossuficiente transforma-se num zumbi ambulante na medida em que se contenta com o que sabe e se fecha para o mundo do conhecimento, que nada mais é que o conhecimento do mundo. Avante!

Veja Também

O “ser” e o “ter”

A cultura contemporânea desenfreadamente dá muito mais valor para o “ter” que para o “ser”…